Adeus, óculos? Cirurgia refrativa é alternativa para enxergar o mundo com clareza
- Redação
- há 3 dias
- 3 min de leitura

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 6 milhões de pessoas convivem com baixa visão. Para muitas delas, atividades como trabalhar, assistir a filmes com legendas ou dirigir tornam-se inviáveis sem lentes corretivas. Nesse cenário, a cirurgia refrativa surge como uma opção para quem deseja abandonar os óculos e experimentar uma nova forma de enxergar a vida.
A oftalmologista Liliana Nóbrega explica que o objetivo do procedimento é corrigir problemas de visão, como miopia, astigmatismo e hipermetropia, devolvendo ao paciente a clareza visual sem depender mais de óculos ou lentes de contato. "Essa técnica tem transformado a vida de milhares de pessoas, proporcionando mais praticidade e conforto no dia a dia", ressalta a especialista.
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Para isso acontecer, a cirurgia utiliza lasers que atuam diretamente na córnea, remodelando-a para corrigir o grau. “O processo é rápido, dura de 5 a 10 minutos por olho, e realizado de forma ambulatorial, com anestesia tópica aplicada por colírio”, detalha Liliana.
No entanto, infelizmente nem todas as pessoas que usam óculos são candidatas à cirurgia: é necessário ter idade mínima de 18 anos, a córnea em boas condições e o grau estabilizado por, ao menos, um ano.
Segundo a médica, uma avaliação oftalmológica aprofundada é fundamental para determinar a viabilidade do procedimento. “Essa análise inclui medições do grau antes e após a dilatação dos olhos, além da avaliação da córnea e da retina”, cita.
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Além disso, ainda de acordo com Liliana Nóbrega, a cirurgia refrativa é altamente segura. As complicações graves são raríssimas, e a probabilidade de piora na visão é menor do que 0,5%. Já os efeitos colaterais mais comuns são o aumento da sensibilidade à luz, o ofuscamento noturno e a síndrome de olho seco. “Essas sensações podem ocorrer após a cirurgia, mas geralmente são temporários e diminuem com o tempo, que varia a depender do tipo de método utilizado”, tranquiliza.
As técnicas mais modernas são LASIK e SMILE, que oferecem recuperação rápida, permitindo ao paciente voltar às atividades normais já no dia seguinte. Já a técnica PRK, mais tradicional, requer um período de recuperação de 4 a 5 dias e pode causar desconforto inicial.
Durante o período pós-operatório, alguns cuidados são indispensáveis: evitar natação, esportes de impacto e maquiagem nos olhos por até 30 dias. Coçar os olhos também deve ser evitado nas duas primeiras semanas. Para proteção, o uso de máscaras ou escudos oculares pode ser indicado à noite.
Adeus definitivo aos óculos?
Liliana Nóbrega afirma que, embora a cirurgia reduza significativamente a dependência dos óculos, em alguns casos, ainda pode ser necessário usá-los em situações específicas, como para leitura ou direção noturna.
Outro hábito que não pode ser deixado de lado após a operação são as visitas regulares ao oftalmologista, que permanecem importantes. "O acompanhamento médico não serve apenas para verificar o grau, mas também para monitorar possíveis condições, como glaucoma, catarata ou alterações na retina, que podem surgir eventualmente", reforça Liliana.
Pessoas com alta miopia (mais de 4 graus) têm maior risco de descolamento de retina, por exemplo, o que pode ser identificado e tratado precocemente com exames periódicos. Segundo a oftalmologista, apesar da correção proporcionada pela cirurgia, a estrutura interna do olho pode continuar com características associadas ao grau pré-existente, exigindo atenção constante.
“Com orientação médica adequada e os devidos cuidados, a cirurgia refrativa pode ser um passo transformador para quem busca maior liberdade visual e qualidade de vida”, conclui a médica.
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