Iniciativa usa a capoeira como ferramenta de educação, cultura e transformação social.

Estudantes de Vila Velha estão entre os beneficiados pelo projeto Brincando de Capoeira e Desenvolvendo Habilidades, que oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças. No município, as atividades são realizadas na Unidade Municipal de Ensino Fundamental de Tempo Integral (UMEFTI) Macionília Maurício Bueno, levando para dentro da escola uma proposta que une esporte, cultura e educação.

O projeto também está com vagas abertas para crianças de 6 a 12 anos na Associação de Moradores de Padre Gabriel, em Cariacica. As aulas acontecem aos sábados, das 10h às 12h. Para participar, basta ir até o local no horário das aulas, sem necessidade de inscrição prévia. A iniciativa ainda atende a Associação REAME, em Cruzeiro do Sul, também em Cariacica, com aulas abertas às crianças atendidas pela instituição e à comunidade local.

Todas as ações são coordenadas pela mestra de capoeira Alessandra dos Santos, a Baixinha. Com uma abordagem lúdica e educativa, o projeto busca criar um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças aprendam e pratiquem capoeira, desenvolvendo habilidades como coordenação motora, força, flexibilidade, equilíbrio e concentração. A prática também é usada para estimular a autoestima, a disciplina, o trabalho em equipe e a convivência, além de fortalecer valores como respeito, inclusão, cooperação e valorização das diferenças.

Mais do que uma atividade física, a proposta apresenta a capoeira como uma experiência de formação integral. Durante as atividades, os participantes têm contato com a história e a cultura afro-brasileira por meio da musicalidade, do canto e do aprendizado de instrumentos tradicionais, como berimbau, pandeiro e atabaque. O projeto também contempla manifestações culturais associadas à capoeira, como o maculelê e a puxada de rede.

A iniciativa parte do entendimento de que a capoeira é uma importante manifestação da cultura popular brasileira e um patrimônio cultural que contribui para a formação de crianças e jovens. Ao aproximar as novas gerações dessa tradição, busca também oferecer uma alternativa saudável às atividades sedentárias, estimular a convivência comunitária e ampliar o contato das crianças com a história e a identidade cultural brasileira.

O projeto dialoga ainda com as diretrizes de salvaguarda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), especialmente no campo da produção e reprodução cultural. A proposta contribui para a valorização, difusão e preservação da capoeira, reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, ao estimular sua transmissão e vivência entre crianças e comunidades.

A iniciativa é realizada por meio do Edital de Projetos Culturais para as Infâncias no Espírito Santo, com recursos do Funcultura/PNAB.

 

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