Candidato ignorou a Carta Compromisso do Sindipúblicos e também não assinou compromissos contra a privatização do banco e da companhia de saneamento do Estado.
A poucos dias do segundo turno, marcado para domingo (25), o candidato ao Governo do Estado Lorenzo Pazolini (Republicanos) segue sem dar qualquer resposta aos servidores públicos capixabas. Ele não assinou a Carta Compromisso com o Serviço Público Capixaba, apresentada pelo Sindipúblicos, e também não se comprometeu a manter o Banestes e a Cesan como empresas públicas.
A diretoria e a assessoria do Sindipúblicos procuraram o candidato e sua equipe para apresentar as reivindicações da categoria. Não houve retorno. O prazo para devolução do termo assinado venceu no último domingo (19) sem nenhuma manifestação.
A carta reúne propostas como a criação de uma Mesa Estadual de Negociação Permanente, a revisão geral anual com data-base em lei, a revisão do auxílio-alimentação e das diárias, concursos públicos regulares e a reestruturação das carreiras. O documento também pede posicionamento sobre o futuro de órgãos como Ceturb-ES, Incaper, Iema, Idaf, IPAJM, DER e Detran, para que sejam mantidos como entidades públicas, sem extinção, fusão, privatização ou terceirização de suas atividades finalísticas.
Banestes e Cesan sem garantia
O silêncio não se limita à pauta do Sindipúblicos. Segundo o Sindibancários, Pazolini também não assinou a carta compromisso pela manutenção do Banestes como banco estatal. Da mesma forma, o candidato não se comprometeu a manter a Cesan pública, conforme denúncia do Sindaema, sindicato dos trabalhadores em saneamento.
Para as entidades, a ausência de compromisso com o banco e a companhia de saneamento, duas das principais empresas públicas do Espírito Santo, acende o alerta para um possível cenário de privatizações e desmonte do patrimônio público capixaba.
Contraste com Ferraço
O governador e candidato à reeleição Ricardo Ferraço (MDB) recebeu a direção do Sindipúblicos na última sexta-feira (16), assinou o Termo de Adesão e se comprometeu a implementar, caso eleito, as propostas dos quatro eixos da carta.
Para a presidenta do Sindipúblicos, Renata Setúbal, a carta serve justamente para que a categoria possa avaliar os projetos em disputa. “A mensagem para a base está dada: os servidores precisam comparar a relação de um projeto com a de outro”, afirmou.
Além de se recusar a assumir compromissos com os serviços públicos estaduais, o candidato ainda entrou com processo contra o Sindaema, Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento, por ter divulgado um vídeo questionando sua falta de posição sobre o tema.
A coligação Paz pra Viver um Novo Tempo, formada por Republicanos, PL e Democrata, pediu a retirada da publicação das redes sociais, sob alegação de uso irregular de inteligência artificial (IA) e prejuízo à honra e à imagem do candidato. Na última semana, a Justiça Eleitoral negou o pedido liminar para remoção do material, mas o processo continua em tramitação. (Clique e confira matéria completa sobre o caso)
O espaço permanece aberto para manifestação do candidato.
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FOTO: ILUSTRAÇÃO SINDAEMA FEITO COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.



