Isabela Queiroz conquista quatro medalhas no Brasileiro de Ginástica Rítmica, enquanto Luna Hardman e Neymara Carvalho fazem história dividindo pódio inédito em etapa do Mundial de Bodyboarding.

O esporte capixaba viveu dias de conquistas expressivas em duas modalidades distintas. Enquanto a jovem ginasta Isabela Queiroz, de apenas 10 anos, subiu ao pódio quatro vezes no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica, a dupla mãe e filha Luna Hardman e Neymara Carvalho protagonizou um momento histórico no bodyboarding mundial, dividindo pela primeira vez um pódio em uma etapa do circuito internacional.

Isabela Queiroz 

A ginasta capixaba Isabela Queiroz, de 10 anos, conquistou três medalhas de ouro e uma de bronze em seu primeiro Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Ginástica Rítmica. Ela foi campeã nos aparelhos Mãos Livres e Corda, ficou com o bronze no Arco e terminou em terceiro lugar geral no Bloco Ouro. A competição aconteceu na última semana, em Aracaju (SE).

Representando a equipe Escola de Campeãs e treinada por Simone Luiz, Isabela ficou entre as três melhores ginastas do país nas classificatórias e garantiu vaga nas finais dos três aparelhos.

A conquista é resultado de uma trajetória marcada por superação, disciplina e muito trabalho. Aos 10 anos, Isabela mantém uma rotina de cerca de 4h30 de treinos por dia, conciliando a preparação para as competições com a escola e a rotina de uma criança. O resultado em Aracaju também mostra a evolução da atleta, que começou na ginástica rítmica aos 5 anos e, aos 8, passou a integrar o alto rendimento.

Luna e Neymara

Há disputas que terminam quando a bateria acaba. E há aquelas que carregam uma história muito maior. Neste domingo (6), em Sintra, Portugal, Luna Hardman e Neymara Carvalho viveram um desses momentos: pela primeira vez, mãe e filha dividiram um pódio em uma etapa do Circuito Mundial de Bodyboarding.

No Sintra Pro Fest, Luna ficou com o segundo lugar e Neymara garantiu a terceira colocação. A japonesa Namika Yamashita venceu a etapa.

Neymara, uma das maiores referências do bodyboarding mundial, viu a filha crescer entre pranchas, ondas e competições. Agora, as duas não apenas disputam o mesmo circuito: estão entre as melhores do mundo na mesma etapa.

 

“Estou muito feliz com minha participação no Sintra Pro. Consegui a melhor nota e o melhor somatório do feminino e do masculino juntos, o que foi muito importante para a minha carreira. […] Agora vou para o Brasil, quero aproveitar, me divertir e buscar o melhor resultado possível em casa”, afirma Luna.

Não foi a primeira vez nesta temporada que elas estiveram frente a frente: Neymara e Luna já haviam caído na mesma bateria na abertura do Mundial, nas Maldivas.

“Estou vivendo o maior momento da minha carreira. Me descobrir como mãe de uma atleta em potencial, continuar sendo atleta e ainda organizar uma das maiores etapas do bodyboarding feminino mundial mexe muito com o meu emocional […] estou muito orgulhosa da minha filha”, afirma Neymara.

Para Luna, de 20 anos, o resultado consolida uma temporada de protagonismo no cenário internacional. Para Neymara, aos 50, o terceiro lugar destaca a longevidade de uma atleta que segue competindo em alto nível e, agora, compartilhando a elite mundial com a própria filha.

Próxima etapa será em casa, no Espírito Santo

O capítulo seguinte dessa história será escrito em solo capixaba. Entre os dias 10 e 20 de setembro, a Praia do Solemar, em Jacaraípe (Serra), recebe o ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, última etapa do Circuito Mundial. A competição terá US$ 45 mil em premiação, o maior valor da história do circuito feminino.

Luna é patrocinada pela ArcelorMittal, BZ Pro Boards e Mitsubishi, com apoio do Instituto Neymara Carvalho, Bolsa Atleta Vila Velha e Bolsa Atleta Capixaba. Neymara tem patrocínio da ArcelorMittal e Mitsubishi.