Antes de compartilhar conteúdo nas redes sociais é preciso cautela, salienta advogada
Durante o período eleitoral cresce significativamente a circulação de informações nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais com o intuito de convencer potenciais eleitores a votarem ou não em determinado candidato. Entre notícias verdadeiras, também surgem conteúdos manipulados, vídeos editados, imagens fora de contexto e boatos que podem confundir os eleitores.
Neste domingo (27) foi dada, oficialmente, a largada final para a corrida eleitoral. Advogada e coordenadora do curso de Direito da Faculdade Pitágoras, Silvia Santana aponta que a falta de informação representa um desafio para a sociedade porque interfere no acesso à dados de qualidade e pode influenciar decisões tomadas com base em conteúdos falsos ou incompletos. “O eleitor tem um papel importante no combate à desinformação. Antes de compartilhar qualquer conteúdo, vale dedicar alguns minutos para verificar sua origem, evitando que as chamadas “fake news” alcancem milhares de pessoas”, esclarece.
Com base na força que as redes sociais ganharam nas disputas eleitorais a partir de 2018, o TSE abriu exigiu que as grandes plataformas de tecnologia adotem medidas de combater riscos ao processo eleitoral no país. “A iniciativa tem grande valor tendo em vista a relevância de tais canais de comunicação como formadores de opinião”, menciona Silvia.
Como identificar uma notícia falsa
- Títulos sensacionalistas ou alarmistas;
- Mensagens sem autoria identificada;
- Informações sem indicação de fonte;
- Imagens antigas apresentadas como atuais;
- Conteúdos que apelam para compartilhamento imediato.
Antes de compartilhar
- Confirmar se a informação foi publicada por veículos jornalísticos confiáveis;
- Consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral quando houver dúvidas sobre regras ou procedimentos;
- Verificar a data da publicação;
- Desconfiar de mensagens recebidas apenas por aplicativos de conversa.
Inteligência artificial exige atenção
O avanço das ferramentas de inteligência artificial também ampliou a capacidade de produzir imagens, áudios e vídeos muito semelhantes aos reais. Embora essa tecnologia tenha diversas aplicações positivas, ela também pode ser utilizada para criar conteúdos enganosos que, muitas vezes, parecem reais.
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