Pesquisadores do Ministério do Turismo e do Itaipu Parquetec entrevistam visitantes em Vila Velha e Vitória para saber de onde vêm, quanto gastam e o que acham da cidade. Os dados vão orientar investimentos em serviços, infraestrutura e novos roteiros.

 

Quem é o turista que escolhe Vila Velha? De onde ele vem, quantos dias fica, onde se hospeda, como circula pela cidade e o que mais gosta na gastronomia e na cultura capixaba? Essas perguntas, que até hoje não tinham resposta com base científica, começam a ser respondidas agora. Pesquisadores do Ministério do Turismo e do Itaipu Parquetec estão entrevistando visitantes pessoalmente em Vila Velha e em Vitória.

Vila Velha está entre os 50 municípios do país selecionados para a primeira edição da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), ao lado de destinos como Rio de Janeiro, Gramado, Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha e Balneário Camboriú. No Espírito Santo, apenas Vila Velha e Vitória fazem parte do levantamento.

A coleta segue até o dia 3 de outubro e deve ouvir cerca de 22,5 mil turistas em todo o Brasil. O objetivo é entender a jornada completa do visitante, dos hábitos de consumo e do nível de satisfação às escolhas de hospedagem e transporte.

O que o turista vai responder

O questionário é padronizado para todos os municípios participantes e reúne informações sobre meios de transporte, hospedagem, tempo de permanência, composição dos grupos de viagem, atividades realizadas e gastos durante a estadia.

Além de mapear o comportamento dos visitantes, a pesquisa também vai registrar a percepção dos turistas sobre infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços. Na prática, é a chance de Vila Velha saber, pela boca de quem a visita, o que funciona bem e o que precisa melhorar.

Como identificar os pesquisadores

As entrevistas são feitas por pesquisadores capacitados e identificados por crachá, em pontos de grande circulação e concentração de visitantes. Podem participar turistas brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais, que não morem no município pesquisado e que tenham feito ou pretendam fazer pelo menos um pernoite no destino.

Para que servem os dados

As respostas serão integradas ao Observatório Nacional de Turismo Sustentável. O diagnóstico vai servir de guia para que governos e iniciativa privada melhorem os serviços, criem novos roteiros e aprimorem a infraestrutura com base no que o turista realmente procura.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, as informações serão decisivas para o setor. “Conhecer melhor quem visita nossos destinos é fundamental para que possamos planejar políticas públicas, promover experiências de maior qualidade e fortalecer a competitividade do turismo brasileiro”, afirmou.

O ministro também destacou o peso de informações de qualidade para atrair recursos. “A produção de dados confiáveis e comparáveis é um passo importante para orientar decisões, atrair investimentos e apoiar gestores públicos e o setor privado na construção de destinos cada vez mais preparados para receber visitantes”, disse.

Os resultados terão representatividade estatística para cada município, ou seja, Vila Velha terá um retrato próprio do seu turista. Os dados serão divulgados nos painéis do Observatório Nacional de Turismo Sustentável, com previsão de lançamento até abril de 2027.

Por que Vila Velha foi escolhida

Os 50 municípios participantes foram definidos a partir do Mapa do Turismo Brasileiro. A seleção considerou os destinos mais bem posicionados em cada estado no Índice Geral dos Municípios, ranking que avalia 70 indicadores distribuídos em dez dimensões ligadas ao turismo.

A execução conta com a Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), responsável pelo planejamento metodológico, pela coordenação da coleta e pela consolidação dos resultados.

A expectativa é ampliar a pesquisa para outras cidades. Para isso, toda a estrutura desenvolvida, incluindo questionário validado, plataforma de coleta de dados e capacitações em ambiente virtual, será disponibilizada aos municípios interessados. Também estão previstos workshops nas cinco regiões do país e uma conferência nacional até o fim do primeiro semestre de 2027.

Confira as 50 cidades participantes

Norte: Ananindeua/PA, Belém/PA, Boa Vista/RR, Cruzeiro do Sul/AC, Ji-Paraná/RO, Macapá/AP, Manaus/AM, Palmas/TO, Paraíso do Tocantins/TO, Porto Velho/RO e Rio Branco/AC.

Nordeste: Aracaju/SE, Cabedelo/PB, Caucaia/CE, Fernando de Noronha/PE, Fortaleza/CE, Japaratinga/AL, João Pessoa/PB, Maceió/AL, Natal/RN, Parnaíba/PI, Parnamirim/RN, Porto Seguro/BA, Recife/PE, Salvador/BA, São Cristóvão/SE, São José de Ribamar/MA, São Luís/MA e Teresina/PI.

Sudeste: Armação dos Búzios/RJ, Belo Horizonte/MG, Extrema/MG, Ilhabela/SP, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Vila Velha/ES e Vitória/ES.

Sul: Balneário Camboriú/SC, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Foz do Iguaçu/PR, Gramado/RS e Porto Alegre/RS.

Centro-Oeste: Brasília/DF, Caldas Novas/GO, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Goiânia/GO, Sinop/MT e Três Lagoas/MS.


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